Midved (Viktor Mikhailov)
Descrição
Homem alto, forte, cabelos e barba escuros e mal penteados. Pele branca como neve, um russo característico. Conhecido como Медведь – “O Urso” (Midved). Quase 2 metros de altura, ombros largos, postura curvada levemente para frente como se estivesse sempre pronto para “aguentar o próximo golpe da vida”. Olhos escuros, pequenos, constantemente semicerrados. Parece estar sempre desconfiado — ou só cansado. Roupas densas e práticas, geralmente casacos grandes de lã ou couro, calças gastas e botas que sobreviveriam a qualquer nevasca do Alasca. Cheira a tabaco barato e vodka, mesmo nos dias “sóbrios”, e adora música country dos EUA.
Personalidade
Extremamente carrancudo, mas não agressivo por natureza — a expressão dele é mais um escudo do que uma ameaça. Usa piadas pesadas, humor negro, quase sempre em momentos inadequados. O objetivo é mascarar medo, nervosismo ou desconforto com pessoas mais cultas.
Fala um inglês travado, de vocabulário simples, com frases curtas e sotaque marcadíssimo.
Age com lealdade para aqueles que julga serem boas pessoas, e possui senso de honra distorcido, quase medieval. Apesar da aparência, não aprova violência gratuita.
Odeia autoridades — principalmente militares e burocracias — por causa de seu passado na URSS.
Paranoico de forma silenciosa: sempre olha para trás ao caminhar, sempre identifica saídas de emergência, sempre carrega algo no bolso que pode virar arma improvisada.
Passado
Nascido em uma pequena vila da Sibéria, perto de Magadan. Cresceu em clima de repressão constante com o pai alcoólatra e ex-prisioneiro de gulag, uma mãe dura, religiosa a seu modo. O inverno era tão severo que ele aprendeu cedo a sobreviver com pouco, e não foi por opção.
Aos 14 anos, durante uma nevasca, viu pegadas enormes, como garras de animal, que terminavam do nada — não havia rastro de volta. As pegadas estavam quentes, derretendo a neve ao redor. Ele fugiu correndo, jurando nunca mais comentar o ocorrido.
Foi sua primeira noção de que “o mundo é maior do que dizem”
Trabalhou como estivador em portos clandestinos do Extremo Oriente russo. Descobriu que tinha “talento” para carregar coisas que os outros sem perguntar o que eram, mantendo a boca fechada e parecendo assustador o bastante para intimidar curiosos.Chegou ao Alasca num transporte marítimo improvisado. Não tinha documentos, não tinha nome. Ganhou o codinome no submundo local por causa do tamanho e do jeito carrancudo.
Alguns meses atrás, durante uma entrega noturna, encontrou uma carreta abandonada no local onde faria o carregamento. No chão havia marcas profundas, como se algo enorme tivesse arrastado garras, água salgada, apesar de estarem a milhares de quilômetros do mar e uma espécie de odor de algas podres.E claro, além de tudo o motorista sumiu.
Ele virou a cabeça e disse, quase rindo:
“Heh… talvez urso marinho de Alasca viajou até aqui. Grande piada.”
Desde então tem dormido mal. E bebido mais.